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Medicina do Trabalho 5Goiânia · Saúde ocupacional

Classificação de resíduos conforme a ABNT NBR 10004

Antes de decidir para onde vai um resíduo, é preciso saber o que ele é. A classificação define se o material é perigoso ou não e orienta o armazenamento e a destinação.

Existe muita diferença entre um resíduo que pode seguir para aterro comum e outro que exige tratamento especial. Errar nessa etapa tem consequência prática: custo de destinação mais alto do que o necessário, ou, pior, descarte inadequado de material perigoso. A norma da ABNT NBR 10004 é a referência técnica usada no Brasil para classificar resíduos sólidos.

As classes, em resumo

ClasseIdeia geral
Classe I – perigososApresentam características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade ou patogenicidade
Classe II A – não inertesNão perigosos, mas podem ter propriedades como biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade
Classe II B – inertesNão perigosos e sem solubilização relevante em ensaio laboratorial

A classificação final de muitos resíduos só é definida com base em análise do processo gerador e, quando necessário, em ensaios de laboratório. Outras normas da ABNT complementam o assunto, como as de amostragem, lixiviação e solubilização.

Quando é necessária

  • Na elaboração do PGRS.
  • Antes de contratar coleta, transporte ou destinação.
  • Quando o órgão ambiental ou um cliente pede o enquadramento.
  • Se o processo produtivo mudou e passou a gerar novos materiais.
  • Para preencher corretamente o MTR.

Como funciona

  1. Entendemos o processo que gera o resíduo e as matérias-primas envolvidas.
  2. Analisamos fichas de segurança dos produtos usados, quando existirem.
  3. Fazemos a classificação preliminar com base na norma.
  4. Indicamos se é necessária coleta de amostra e ensaio em laboratório.
  5. Emitimos o documento com a classe e a recomendação de manejo.

O que a empresa recebe

  • Documento de classificaçãoResíduo por resíduo, com justificativa técnica.
  • Orientação de armazenamentoComo guardar enquanto aguarda a coleta.
  • Indicação de destinação compatívelTipos de tratamento ou disposição adequados para cada classe.

Informações que ajudam

Separe o nome comercial dos produtos, as fichas de segurança (veja a página sobre FDS), as quantidades mensais aproximadas, fotos do resíduo e a descrição do processo. Quando a empresa já conhece o resíduo por laudos antigos, também vale enviar.

Se o resíduo vier de serviços de saúde, a classificação segue regras sanitárias específicas. Veja o PGRSS.

Quem executa

O trabalho é conduzido por equipe técnica, com visita ao local quando necessário. Se houver coleta de amostras, o laboratório e a metodologia são informados no documento final, para que o resultado possa ser verificado por quem o receber.

Dúvidas

Perguntas sobre a classificação

Sempre é preciso fazer ensaio em laboratório?

Não. Alguns resíduos podem ser classificados pelo conhecimento do processo. Outros exigem análise. Indicamos o caminho caso a caso.

A classificação muda com o tempo?

Pode mudar se o processo ou os insumos mudarem. Por isso, é bom revisar quando houver alteração relevante na produção.

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